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Expansão da mineração em Itabira até 2053 traz alívio, mas demanda urgência, afirma Bernardo Rosa

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na terça-feira (31), o prolongamento da vida útil das minas da Vale em Itabira até 2053 foi um dos principais tópicos abordados. A discussão foi iniciada pelo vereador Carlos Henrique de Oliveira (PDT), que ressaltou os benefícios dessa decisão para a economia local e os profissionais do setor mineral. Ele afirmou que a nova previsão, que antes era até 2041, representa um “avanço para Itabira” e proporciona um período adicional significativo para que o município busque diversificação econômica.

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O vereador também elogiou o trabalho do Sindicato Metabase, destacando a contribuição de André Viana no conselho da mineradora como um aspecto crucial nesse contexto. O debate foi aprofundado pelo vereador Bernardo Rosa (PSB), que fez uma advertência: apesar do “alívio” proporcionado pela nova data, é fundamental que a cidade não diminua o ritmo das iniciativas direcionadas ao futuro pós-mineração.

“Esse anúncio é como um consolo para nós, itabiranos. É como sair da UTI e voltar para um quarto. Contudo, não podemos relaxar”, afirmou Bernardo Rosa. Ele também mencionou que os 12 anos adicionais devem ser vistos como uma chance estratégica, e não como motivo para acomodação. O vereador enfatizou a importância de Itabira continuar se esforçando com a mesma dedicação de antes, como se o prazo anterior ainda estivesse em vigor.

Durante sua intervenção, Marco Lage, líder do governo na Câmara, destacou a relevância da colaboração entre o setor público, empresas privadas e a sociedade civil para alcançar resultados efetivos. Segundo ele, a diversificação econômica só será alcançada com políticas públicas bem elaboradas e um ambiente atrativo para novos investimentos.

Bernardo criticou o que chamou de “discurso pessimista” sobre Itabira, defendendo uma abordagem mais proativa. “Precisamos deixar o pessimismo de lado. Vamos parar de criticar apenas por criticar e trazer propostas”, acrescentou.

Assista:

Em tempo

A Vale informou que a ampliação do tempo útil do complexo minerário em Itabira é resultado de significativas melhorias nas pesquisas geológicas, estudos de processamento mineral e implementação de novas tecnologias que garantem maior eficiência no aproveitamento dos recursos minerais. A multinacional divulgou essa nova estimativa em um relatório anual exigido para empresas listadas na bolsa norte-americana, garantindo transparência nas suas operações para os investidores.

“Itabira continua sendo uma das operações mais importantes em Minas Gerais, com uma produção ativa e estratégica dentro do portfólio da empresa. Embora exista um horizonte operacional definido, esses números são dinâmicos e estamos empenhados em permanecer no município por várias décadas. Estamos investindo cada vez mais em uma mineração do futuro baseada em inteligência de dados e tecnologia com foco na redução de rejeitos e estéreis, aumentando a circularidade através do reaproveitamento de materiais e gerando valor compartilhado com a sociedade”, comentou Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale.

Segundo informações da Vale, essa atualização resulta principalmente do aprofundamento no conhecimento geológico da área e das inovações nas tecnologias de beneficiamento, que agora permitem utilizar materiais anteriormente considerados estéreis. Um exemplo disso é a inclusão do itabirito dolomítico no processo produtivo, que antes não era viável técnica ou economicamente e agora contribui para aumentar a vida útil das operações além de minimizar impactos ambientais. Essa evolução técnica resultou em uma significativa ampliação das reservas minerais declaradas, passando de cerca de 760 milhões de toneladas (base 2024) para aproximadamente 1,15 bilhão de toneladas (base 2025), representando um crescimento de 52%.

Além disso, a Vale afirma que não há planos para aumentar o volume anual de produção visando uma operação estável e sustentável a longo prazo na região.

”Isso nos permitirá prolongar as atividades minerais por mais tempo, promovendo uma mineração mais eficiente e sustentável que esteja alinhada às melhores práticas ambientais e às expectativas da sociedade. O novo horizonte operacional também está condicionado à obtenção das licenças ambientais necessárias e projetos serão apresentados aos órgãos competentes após ampla discussão com a população”, declarou Monteiro, diretor operacional do Complexo de Itabira.

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