O cantor Amado Batista e a fabricante chinesa BYD foram adicionados à “lista suja do trabalho escravo” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme a nova edição divulgada na última segunda-feira, dia 6. Este registro contém o nome de empregadores que supostamente impuseram condições de trabalho análogas à escravidão a seus funcionários.
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Os nomes são inseridos na lista após a finalização de processos administrativos, os quais garantem amplo direito de defesa. Os registros permanecem ativos por um período de dois anos.
A assessoria de Amado Batista comunicou que “nenhum trabalhador foi resgatado nas propriedades” e afirmou que “todas as pessoas contratadas continuam exercendo suas funções normalmente”.
Até o fechamento desta matéria, a equipe de comunicação da BYD não havia se manifestado sobre o assunto. O espaço para resposta permanece aberto.
Em 2024, Batista recebeu autuações em duas fiscalizações realizadas em Goianópolis (GO). A primeira delas envolveu dez trabalhadores no Sítio Esperança, enquanto a segunda diz respeito a quatro funcionários do Sítio Recanto da Mata, ambos situados na BR-060, na área rural da cidade.
De acordo com a assessoria do artista, uma propriedade “arrendada” por ele para cultivo de milho foi alvo da fiscalização, que detectou irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada encarregada da preparação da área plantada.
A equipe do cantor informou ainda que ele firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), onde “todas as obrigações dos colaboradores foram devidamente quitadas”. Além disso, mencionaram que estão sendo adotadas as medidas administrativas necessárias para concluir todos os processos relacionados às autuações.
* Com Estadão Conteúdo.
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