Na noite de sábado (25), um tiroteio durante um jantar de gala em Washington D.C. gerou momentos de grande apreensão entre os presentes, que incluíam jornalistas correspondentes da Casa Branca e autoridades, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Informações recebidas no domingo (26) indicam que disparos foram registrados nas imediações do salão onde o evento estava sendo realizado, levando a uma evacuação imediata de Trump e outros membros do governo por parte dos agentes do Serviço Secreto.
De acordo com testemunhas, os tiros ocorreram logo no início da refeição. Em meio ao caos, muitos convidados se refugiaram sob as mesas enquanto os agentes armados adentravam o local para controlar a situação.
Identificação do suspeito
O homem suspeito foi reconhecido como Cole Allen, de 31 anos, residente na Califórnia. A polícia de Washington informou que ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Allen tentou acessar a área principal do evento, mas foi contido por seguranças antes de conseguir entrar.
Durante a abordagem policial, houve uma troca de tiros. Um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete à prova de balas, mas não sofreu ferimentos graves. As autoridades acreditam que o suspeito agiu sem cúmplices.
Desdobramentos das investigações
A investigação está sob responsabilidade do Federal Bureau of Investigation (FBI). Até agora, a motivação para o ataque permanece indefinida; no entanto, os investigadores estão explorando possíveis intenções direcionadas a membros do governo federal. A repórter brasileira Raquel Krahenbuhl, presente no evento, observou que o protocolo de segurança não incluiu revistas rigorosas na entrada principal do hotel, levantando preocupações sobre o controle de acesso ao local.
Dentre os participantes do jantar estavam também a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos eles foram evacuados sem incidentes.
Após o ocorrido, Trump descreveu a situação como “traumática” e elogiou a pronta resposta dos serviços de segurança. O suspeito enfrentará acusação na Justiça federal por crimes relacionados ao uso ilegal de armas e agressão a um agente federal.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou sua solidariedade através das redes sociais. Em seu post, ele expressou apoio ao presidente Trump e à primeira-dama Melania Trump, assim como aos outros presentes no evento: “O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, afirmou Lula.