quinta-feira , 4 junho 2026
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Mineração em Ouro Preto exige maior segurança e transparência, gerando preocupações na comunidade

Em Ouro Preto, o debate sobre os efeitos da mineração foi reavivado, impulsionado por relatos de residentes dos distritos de Antônio Pereira e Botafogo. As comunidades exigem mais segurança, clareza e respostas em relação aos perigos associados à extração mineral na região.

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No distrito de Antônio Pereira, a principal apreensão gira em torno da barragem Doutor, que pertence à mineradora Vale. Embora as operações tenham sido suspensas há quase sete anos e a estrutura esteja em processo de descaracterização, muitos moradores manifestam preocupação com a possibilidade de inundação na área circundante.

Durante uma reunião com os habitantes locais, foi informado que cerca de 68% do processo de descaracterização já foi concluído. No entanto, a barragem ainda contém mais de 30 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Os moradores expressam preocupação especialmente em dias chuvosos e enfrentam dificuldades para obter informações sobre as intervenções realizadas, além do impacto negativo na saúde mental das famílias que podem ser forçadas a se deslocar.

Outro assunto que gera inquietação é a questão das indenizações para os moradores que necessitam deixar suas residências situadas na chamada mancha de inundação, área potencialmente afetada em caso de colapso da barragem. A comunidade questiona os critérios utilizados nas negociações e afirma que os acordos não refletem plenamente os danos provocados pela relocação forçada.

A Vale rebateu as críticas e anunciou a criação de um canal para fornecer informações sobre o processo de descaracterização da barragem. Além disso, a empresa ressaltou que as medidas de segurança estão sendo intensificadas, tendo já drenado 3 milhões de metros cúbicos de água. A conclusão das obras está prevista para ocorrer em 2029, e segundo a mineradora, 181 famílias já receberam indenizações.

A preocupação com as atividades minerárias também se faz presente no distrito de Botafogo, localizado a aproximadamente sete quilômetros da Praça Tiradentes. Os moradores alertam sobre o risco do avanço de novos empreendimentos na Serra de Ouro Preto, uma área considerada vital para o abastecimento hídrico dos distritos locais e que possui importância paisagística significativa.

Na área, as operações da Mineração Patrimônio foram interrompidas após investigações do Ministério Público Federal revelarem falhas no licenciamento ambiental. Apesar disso, lideranças comunitárias continuam temerosas diante da possibilidade de novos processos licitatórios e defendem a implementação de medidas protetivas para preservar a serra.

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