Marco Antônio Lage, presidente da AMIG Brasil e atual prefeito de Itabira, apresentou uma proposta para estabelecer um Comitê Internacional com países da América Latina, destinado a criar um marco regulatório unificado para a mineração. Esta iniciativa foi revelada durante o World Mining Congress 2026, realizado em Lima, no Peru, reconhecido como um dos eventos mais importantes do setor mineral. O congresso reúne representantes de governos, especialistas, empresas, investidores e organizações internacionais para debater o futuro da mineração, focando em aspectos como inovação, sustentabilidade e desenvolvimento.
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A AMIG Brasil, representando os municípios mineradores do país, participou da mesa-redonda internacional intitulada “Rumo à mineração do futuro”, onde foram discutidos tópicos relevantes como minerais críticos, cooperação entre nações, cadeias de valor sustentáveis, governança e práticas ESG. Em sua apresentação, Lage enfatizou a necessidade de uma maior integração entre os países latino-americanos para enfrentar os desafios do novo ciclo mineral, impulsionado pela crescente demanda por minerais críticos e terras raras, considerados essenciais para a transição energética global.
Segundo o prefeito, a urgência em aumentar a produção desses minerais não deve comprometer a criação de regras que assegurem benefícios duradouros às regiões mineradoras. “A proposta visa criar um comitê latino-americano que integre as discussões sobre o marco regulatório, o que é crucial. Se mantivermos o que temos atualmente, passaremos mais 10 ou 20 anos sem proporcionar benefícios reais aos nossos territórios”, destacou.
Lage também ressaltou que um novo marco regulatório deve incluir diretrizes voltadas à proteção ambiental, valorização da produção mineral e incentivo à industrialização nos países da região. Para ele, a colaboração entre as nações pode fortalecer a mineração sustentável e ampliar os ganhos econômicos na América Latina.
A proposta recebeu elogios do ministro de Energia e Minas do Peru, Waldir Eloy, que a considerou inovadora. A expectativa é que o comitê ajude a robustecer a cooperação internacional, aumentar a segurança jurídica e atrair investimentos para promover um desenvolvimento mais sustentável das atividades mineradoras na região.
Conforme informado pela AMIG Brasil, a participação no World Mining Congress vai além de monitorar as tendências globais do setor; trata-se também de levar as vozes dos municípios mineradores brasileiros aos principais fóruns internacionais. O objetivo é defender políticas públicas que promovam o desenvolvimento econômico, social e ambiental das populações afetadas pela mineração.
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