Durante a abertura da Exposibram 2026, realizada na segunda-feira (24) em Belo Horizonte, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e a expansão da exploração na Margem Equatorial.
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Em um encontro com representantes do setor mineral, autoridades e especialistas, Silveira enfatizou que o Brasil possui um vasto potencial em recursos naturais que pode ser aproveitado para aumentar a riqueza do país e consolidar sua posição estratégica. Além disso, ele anunciou que há uma previsão de R$ 300 milhões para o Serviço Geológico do Brasil (SGB) no orçamento de 2027, destinado a expandir o conhecimento sobre os recursos minerais brasileiros.
A edição deste ano da Exposibram centrou suas discussões em temas como competitividade no setor mineral, minerais críticos e estratégicos, transição energética e a relevância do Brasil frente às transformações no mercado internacional.
Ministro destaca importância da política para minerais críticos
Alexandre Silveira mencionou que o governo federal está empenhado na aprovação do PL 2.780/2024 no Senado Federal, que visa estabelecer a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A expectativa é que o texto seja aprovado sem modificações, evitando um novo retorno à Câmara dos Deputados.
Ele expressou confiança de que a proposta atualmente em discussão atende aos interesses do Brasil e aguarda uma decisão positiva do Senado. “Estamos acompanhando essa negociação com expectativa. Esperamos ansiosamente pela aprovação. Acredito que o projeto está bem alinhado com os interesses nacionais”.
Se aprovado, o próximo passo será regulamentar essa política e definir mecanismos para transformar o potencial mineral do Brasil em desenvolvimento econômico. “A partir disso, iremos desdobrar em decretos e políticas que promovam o crescimento nacional, aproveitando a oportunidade de ser um país soberano que decide como utilizar seus recursos naturais”.
A ampliação do conhecimento geológico também foi destacada como parte dessa estratégia. O ministro revelou uma previsão orçamentária de R$ 300 milhões para 2027 destinada ao Serviço Geológico do Brasil, com foco no aprofundamento do mapeamento das riquezas minerais brasileiras.
Margem Equatorial: nova fronteira produtiva
Considerada uma nova fronteira exploratória para petróleo em águas profundas e ultraprofundas, a Margem Equatorial abrange os estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. A Petrobras acredita que essa área possui um potencial petrolífero significativo e planeja investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 novos poços entre 2026 e 2030.
Com as pesquisas já avançadas na região, Silveira defendeu a continuidade desse processo exploratório. Em seu discurso, ele previu uma transformação econômica impulsionada pelo potencial petrolífero local, especialmente nas regiões Norte e Nordeste:
“Essa área se tornará a principal região produtora de petróleo da história brasileira; superará até o Rio de Janeiro. O Amapá e o Rio Grande do Norte serão destaques nesse contexto. O potencial é imenso e isso trará divisas e crescimento. É um recurso crucial tanto para o Brasil quanto para o mundo. Assim sendo, não podemos perder essa chance”.
A Petrobras considera a Margem Equatorial como uma das novas frentes exploratórias do país e informa que seus projetos são elaborados em conformidade com requisitos técnicos e ambientais rigorosos, além de medidas preventivas contra impactos negativos. A empresa também planeja empregar tecnologias voltadas à eficiência operacional e à mitigação dos efeitos das atividades exploratórias.
Sobre as expectativas de produção na área, Silveira afirmou que as atividades podem gerar uma nova cadeia econômica regional. “Precisamos acelerar os processos de licenciamento para garantir que em cinco anos possamos ter uma produção abundante de petróleo e fomentar uma nova indústria no Norte e Nordeste”.
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Mineração como pilar da soberania
- A discussão sobre minerais críticos está intimamente ligada à soberania nacional defendida por Alexandre Silveira.
- Ele propôs mecanismos para aumentar a capacidade do Brasil decidir sobre seus recursos naturais transformando-os em desenvolvimento.
A importância dos minerais é evidente nas cadeias tecnológicas associadas à energia industrial.
- A cerimônia inaugural contou com Pablo Cesário (Ibram) e Ana Sanches (Anglo American), ambos defendendo uma mineração responsável.
O evento foi prestigiado por Pedro Guerra representando Geraldo Alckmin entre outros líderes do setor.
A Exposibram também celebra os cinquenta anos do Ibram.