Itabira, que historicamente tem sua economia vinculada à mineração, se vê diante do desafio de reconfigurar seu desenvolvimento à medida que as atividades minerais começam a se esgotar. Em uma entrevista exclusiva à TV DeFato, o prefeito Marco Antônio Lage (PSB) discutiu as estratégias que sua administração está implementando para promover um crescimento econômico sustentável, melhorias na infraestrutura e segurança nas operações mineradoras.
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O prefeito destacou que o programa Itabira Sustentável já está em andamento, deixando de ser apenas um conceito e se transformando em ações concretas focadas na atração de novos investimentos e no fortalecimento de setores fora da mineração. Um dos elementos centrais dessa abordagem é a criação de um novo distrito industrial.
Lage mencionou que esse projeto está em fase de desenvolvimento, com a definição do local e progresso em etapas técnicas, incluindo licenciamento ambiental e planejamento urbano. A expectativa é que essa área atraia empresas, embora ainda não haja confirmação oficial sobre datas para o início das obras ou instalação das indústrias. O prefeito também enfatizou que já existem diálogos com potenciais investidores, mas alertou para a necessidade de cautela e segurança jurídica para garantir resultados efetivos.
Durante a conversa, o gestor mencionou a importância da duplicação das rodovias MG-129 e MG-434 como crucial para o futuro econômico de Itabira e da região. Segundo Marco Lage, os projetos estão avançando em aspectos técnicos, como estudos e negociações com o Governo de Minas Gerais. Ele expressou preocupação com a falta de um cronograma definido para as obras, ressaltando que sem melhorias na infraestrutura logística, o município pode perder competitividade na captação de empresas e investimentos.
Mineração
Marco Antônio Lage também abordou a entrega de uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no final de dezembro de 2025. Na ocasião, ele, como presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil), alertou sobre os impactos econômicos decorrentes do fechamento das atividades mineradoras na região. O documento contém solicitações relacionadas à transição econômica, compensações financeiras e suporte federal para projetos estruturais. Segundo Lage, essa ação visa assegurar que cidades dependentes da mineração não enfrentem uma crise econômica após o fim da exploração mineral. Até agora, conforme informado, não houve resposta concreta por parte do Governo Federal; contudo, as negociações políticas seguem em curso.
Ao comentar sobre incidentes recentes envolvendo rompimentos em estruturas de rejeitos em cidades como Ouro Preto e Congonhas, bem como os sete anos desde o desastre da barragem de Brumadinho, Lage enfatizou a urgência de uma vigilância constante. Ele defendeu a implementação de uma fiscalização mais rigorosa e a revisão das práticas no setor. Para ele, apesar dos avanços após os trágicos eventos recentes, persistem desafios significativos.
No contexto itabirano, o prefeito assegurou que a cidade mantém um monitoramento ativo das estruturas de contenção e acompanha atentamente as operações minerárias. No entanto, ele reconheceu que eventos climáticos extremos, como chuvas fortes, elevam os riscos associados e exigem um planejamento contínuo.
Segundo ele, Itabira tem potencial para se tornar um exemplo nacional em transição econômica, desde que consiga harmonizar diversificação produtiva com infraestrutura adequada e responsabilidade ambiental.
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