O empresário Pedro Lourenço, conhecido como Pedrinho BH e proprietário da SAF do Cruzeiro, está se preparando para uma nova grande ação no setor de varejo e atacado. Essa manobra visa fortalecer sua presença no mercado alimentício na Região Metropolitana de Belo Horizonte e nas cidades do interior de Minas Gerais.
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A rede Supermercados BH está em negociações para adquirir 53 lojas da bandeira EPA, com uma transação avaliada em R$ 800 milhões.
A compra dessas unidades poderá impactar significativamente o cenário logístico e comercial do estado, envolvendo duas das principais redes supermercadistas do Brasil.
Conforme dados da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), a previsão de faturamento para 2024 é a seguinte:
Supermercados BH ocupa a quarta posição nacional com uma receita estimada em R$ 21,28 bilhões e conta com mais de 400 lojas em operação.
A DMA Distribuidora (EPA) é a terceira maior rede em Minas Gerais e a décima terceira do país, apresentando um faturamento de R$ 8,3 bilhões e 170 estabelecimentos, incluindo Mineirão e Brasil Atacarejo.
Ao absorver uma parte significativa dessa rede, o Supermercados BH não apenas enfraquece um concorrente tradicional, mas também amplia sua capilaridade rapidamente, sem a necessidade de construir novas lojas desde o início.
Embora os detalhes da negociação permaneçam confidenciais, há métricas recentes que ajudam a avaliar o interesse de expansão do Supermercados BH. Um exemplo disso foi a aquisição da rede Bretas realizada no início de 2025 por R$ 716 milhões, que incluiu 54 lojas, oito postos de combustíveis e um centro de distribuição.
Dividindo o valor total dessa transação, o custo médio por unidade foi em torno de R$ 13,2 milhões. Aplicando esse mesmo critério às 53 lojas do EPA, o valor da atual negociação poderia facilmente alcançar aproximadamente R$ 700 milhões. Contudo, especialistas em fusões e aquisições (M&A) indicam que existem variáveis que podem influenciar essa quantia.
Um desses fatores é a logística: caso a aquisição se restrinja somente aos pontos de venda sem incluir as distribuidoras associadas, o preço por loja pode ser levemente reduzido em comparação à operação efetuada com os Bretas.
Outro elemento a considerar é o valor imobiliário: as lojas da EPA estão localizadas em áreas estratégicas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o custo por metro quadrado comercial é significativamente mais alto do que nas localidades do interior onde estavam situadas as lojas adquiridas do Bretas.
Considerando todos esses aspectos, uma projeção conservadora indica que Pedro Lourenço deverá desembolsar entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões para concretizar essa compra.
Além disso, essa negociação deverá ser minuciosamente analisada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Em casos anteriores, como na aquisição do grupo Sales em 2020 e na compra dos Bretas, o órgão regulador requisitou a venda de ativos para evitar situações de monopólio na região.
*Fonte: Moon
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