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Filho acusado de matar mãe terá que se submeter a avaliação psicológica determinada pela Justiça

A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, determinou que Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, de 27 anos, que está sendo investigado pelo feminicídio de sua mãe, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, se submeta a um exame de sanidade mental. A decisão foi proferida na quinta-feira (25) e o exame está agendado para ocorrer no dia 29 de junho, às 9h, no Instituto Médico-Legal. A unidade prisional onde Ritchie se encontra deve garantir seu transporte para a perícia conforme orientações judiciais.

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Ritchie é suspeito do assassinato da mãe, cujo corpo foi encontrado decapitado em sua residência na segunda-feira (22), em Belo Horizonte. Ele foi detido em flagrante no mesmo dia e teve sua prisão convertida em preventiva durante uma audiência de custódia na quarta-feira (24).

A solicitação para a realização do incidente de sanidade mental partiu da Polícia Civil de Minas Gerais e recebeu apoio do Ministério Público. Além disso, a juíza designou um defensor público para atuar como curador do investigado durante esse processo.

É importante ressaltar que o exame de sanidade mental não finaliza a investigação. A decisão judicial esclarece que o inquérito policial permanecerá ativo enquanto houver um investigado sob custódia e a conclusão das apurações for necessária.

Na mesma decisão, a magistrada ordenou que os autos sejam enviados diretamente à delegacia responsável pelo caso no prazo de dez dias, com término em 3 de julho. Durante esse período, a Polícia Civil deverá coletar documentos e evidências consideradas cruciais para o desenrolar das investigações.

Entre as ações requeridas estão a apresentação do laudo do exame cadavérico, do laudo perinecroscópico, dos resultados da extração de dados dos celulares apreendidos, das oitivas das testemunhas e da análise da eficácia da faca encontrada.

O procedimento de sanidade mental visa avaliar se o investigado tinha capacidade para entender a ilicitude de suas ações no momento em que cometeu o crime. Essa perícia oficial poderá influenciar as próximas etapas do processo sem interromper a investigação policial neste momento.

Em decisões anteriores sobre o caso, Ritchie afirmou ter sido diagnosticado com esquizofrenia em Portugal e relatou não estar realizando acompanhamento psiquiátrico regular. Essa informação ainda será objeto de avaliação técnica; somente os resultados periciais poderão esclarecer eventuais impactos dessa condição sobre o processo criminal.

Com essa nova determinação judicial, o caso avança por duas frentes distintas. A Polícia Civil terá até o prazo estipulado pela Justiça para concluir suas diligências e reunir os laudos necessários, enquanto o exame realizado no IML ajudará na avaliação sobre a saúde mental do acusado.

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