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Festival da Cultura Tropeira atrai 8,5 mil visitantes e 1.554 cavaleiros em Ipoema

O 5º Festival da Cultura Tropeira chegou ao fim, solidificando-se como um dos eventos mais relevantes relacionados ao tropeirismo em Minas Gerais. A festividade aconteceu entre os dias 16 e 23 de maio e atraiu um público superior a 8,5 mil pessoas, incluindo 1.554 cavaleiros e amazonas que participaram das atividades no distrito de Ipoema, localizado em Itabira, além das cidades vizinhas de Santa Bárbara, Barão de Cocais e Bom Jesus do Amparo.

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Nesta edição, o festival também celebrou os 23 anos do Museu do Tropeiro, que é uma referência na preservação das memórias e tradições do tropeirismo no estado. Durante os oito dias de evento, foram oferecidos shows musicais, cortejos, oficinas, apresentações culturais e experiências gastronômicas, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural local.

Um dos destaques do festival foi a tradicional cavalgada que liga Santa Bárbara a Ipoema, considerada o principal símbolo do evento. Com um trajeto de cerca de 53 quilômetros, a atividade envolveu diversas comitivas e percorreu trechos dos municípios de Barão de Cocais e Bom Jesus do Amparo até alcançar o distrito itabirano na manhã de sábado (23).

Foto: Ascom/PMI/FCCDA

A concentração dos participantes teve início na sexta-feira (22), no Parque de Exposições Tiné Mota, em Bom Jesus do Amparo. Os presentes foram recebidos com um café da manhã antes da partida. Ao chegarem em Ipoema, os cavaleiros e amazonas desfrutaram do tradicional feijão tropeiro enquanto assistiam ao show do cantor Índio do Forró.

Após essa recepção, os participantes se dirigiram ao Campo do Aliança para dar início ao cortejo pelas ruas do distrito. O evento culminou no Museu do Tropeiro com uma bênção tradicional aos cavaleiros e amazonas.

Foto: Ascom/PMI/FCCDA

Programação artística

A programação cultural foi marcada pela intensa participação popular. Durante o festival, foram realizados sete shows musicais e diversas manifestações artísticas tradicionais como as Lavadeiras de Ipoema, os Estaladores de Chicote e as Trovadoras.

A abertura oficial da programação cultural ocorreu com a Roda de Viola na praça Augusto Guerra, que contou com o Ritual do Fogo e apresentações dos artistas Bruno e Lucas, Rondinele Viola e Glauciano. No sábado principal do evento, o Campo do Aliança recebeu o “Buteco Raiz”, apresentando shows de Wesley Dutra, Miguel Oliveira, Senny Fernandes e Diego Gonçalves, além das performances de Vitor e Guilherme e Thiago Coelho.

Na sexta-feira (22), houve também atividades em Santa Bárbara e Bom Jesus do Amparo. A praça Cleves de Faria sediou a Mostra Cultural Viola Viva juntamente com a bênção dos cavaleiros. À noite, a cidade foi palco da Noite de Homenagens com um show especial do cantor Gilvan Linhares.

Foto: Ascom/PMI/FCCDA

Outras ações

Além das apresentações culturais, o festival também teve um impacto positivo na economia local. Aproximadamente 30 barraqueiros e sete food trucks estiveram presentes durante todo o evento, promovendo a movimentação nos setores gastronômico e comercial da região.

Outro ponto relevante foi a realização de oficinas direcionadas à gastronomia, educação e capacitação profissional que contaram com a participação de 105 pessoas. Entre as atividades oferecidas estavam oficinas sobre coquetelaria, culinária mineira e propostas educativas no Museu do Tropeiro.

Uma das oficinas mais procuradas foi a “Coquetelaria para Iniciantes”, ministrada por Artur Enrique Duarte Leite Sá, onde moradores da região aprenderam na prática a preparar diferentes drinks. Além disso, uma oficina gastronômica realizada na Pousada Rural Vista do Limoeiro ensinou receitas típicas ligadas à culinária tropeira como bacon defumado caseiro, bolinho de canjiquinha e arroz cremoso com suã.

O Museu do Tropeiro também promoveu a oficina educativa “Arte e Convivência”, que envolveu estudantes das escolas Nonato Azevedo, Maria Elias e Manuel Tomás. Essa atividade incluiu pinturas temáticas sobre o tropeirismo, construção coletiva de mural e visitas guiadas pelo espaço cultural.

Com grande participação popular e uma programação rica em diversidade, o Festival da Cultura Tropeira reforçou não apenas a relevância histórica cultural desse legado para a região mas também impulsionou o turismo local assim como valorizou as tradições mineiras.

Foto: Ascom/PMI/FCCDA

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