Na próxima quinta-feira (16), educadores e demais profissionais da rede municipal de ensino de Belo Horizonte irão realizar uma paralisação total, em um movimento organizado pelo Sind-REDE/BH. A mobilização contará com a participação de trabalhadores concursados e terceirizados que atuam na educação municipal, com dois eventos programados para o dia na cidade.
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Conforme o cronograma do sindicato, os funcionários terceirizados das empresas MGS e Artebrilho se reunirão para um ato público às 9h, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, localizada na avenida Afonso Pena. Às 14h, será a vez dos professores concursados realizarem uma assembleia geral na Praça da Estação, onde a possibilidade de greve será discutida.
A greve deverá impactar as escolas municipais de educação infantil e as unidades do ensino fundamental. Reportagens recentes indicam que os pais de alunos já foram informados sobre a interrupção das aulas devido à mobilização prevista.
Segundo o sindicato, essa manifestação ocorre em meio à campanha salarial para o ano de 2026 e é impulsionada pela demanda por melhores condições nas instituições de ensino. Entre as reivindicações da categoria estão a carência de professores, a carga excessiva de trabalho, o abandono da educação infantil, a falta de definição sobre o índice de reajuste salarial, os atrasos em acordos coletivos e problemas enfrentados pelos trabalhadores terceirizados, como salários e benefícios não pagos.
O Sind-REDE/BH também expressa sua insatisfação com o que considera uma transferência inadequada de recursos públicos para empresas privadas e a falta de diálogo por parte da prefeitura com os profissionais da educação. A entidade ressalta que os trabalhadores estão sob pressão e exige respostas da administração municipal em relação às suas demandas.
Em resposta, a Prefeitura de Belo Horizonte declarou que vem mantendo um diálogo constante com diversas categorias de servidores desde o início do ano. A administração afirmou que as propostas apresentadas pelos trabalhadores estão sendo analisadas quanto à viabilidade. Além disso, garantiu que foi oficialmente notificada sobre a paralisação, respeita o direito à manifestação e que a Secretaria Municipal de Educação tomará medidas para minimizar os impactos nas escolas.
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