sexta-feira , 31 julho 2026
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Educador refuta afirmações da Prefeitura de Itabira a respeito da revitalização da Escola do Barreiro

Após uma semana da acusação feita pelo subsecretário de Governo, Juber Madeira, que o chamou de disseminador de “mentiras” e “narrativas” acerca da reforma da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, localizada no bairro Barreiro, o professor Giovanni Magno Lopes compareceu novamente à reunião das comissões na Câmara Municipal de Itabira nesta terça-feira (28). Ele trouxe documentos que, segundo suas afirmações, sustentam que suas observações foram fundamentadas nas informações fornecidas pela própria Prefeitura.

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Durante a sessão, Giovanni apresentou cópias de atas de reuniões realizadas entre representantes da comunidade escolar e autoridades das secretarias municipais de Obras e Educação, além da Prefeitura. Ele alegou que esses documentos evidenciam que a administração municipal havia reconhecido anteriormente que a reforma da escola necessitaria de reforços estruturais não contemplados no contrato vigente.

Na semana anterior, Giovanni havia levantado questionamentos sobre a rescisão do contrato com a Ultra Engenharia e denunciado que a Prefeitura estaria convocando a segunda colocada na licitação sem ter saldo contratual suficiente para finalizar a reforma. Em resposta, Juber Madeira afirmou que as declarações eram incorretas e garantiu que havia R$ 2,143 milhões disponíveis em saldo contratual para a obra, além de cerca de R$ 3,2 milhões em recursos para sua finalização. O subsecretário também assegurou que a empresa Ápice assumiria os serviços, mantendo o prazo de entrega da escola em até nove meses.

Ao retornar ao Legislativo, Giovanni mencionou que havia notificado Juber Madeira previamente sobre sua intenção de apresentar os documentos. “Eu enviei uma mensagem para ele pelo celular dizendo que viria trazer as atas. Infelizmente ele não compareceu. Não usarei os mesmos termos que ele utilizou comigo; eu não desrespeito as pessoas desse jeito,” declarou.

O professor ressaltou que ao longo do processo da reforma foram realizadas mais de 15 reuniões entre membros da comunidade escolar e representantes da administração municipal. Entre os documentos apresentados estão cópias das reuniões ocorridas nos dias 15 e 19 de agosto de 2025, além de outra realizada em 27 de maio de 2026.

Giovanni ainda relatou que durante essas reuniões técnicos da Prefeitura informaram que a estrutura da escola não suportaria uma simples reforma e que seriam necessários reforços estruturais ou até mesmo a demolição do prédio.

Preocupações quanto à segurança da obra

O docente também protocolou um pedido à Comissão de Educação da Câmara para que os vereadores possam acompanhar o andamento das obras e exijam os laudos técnicos que fundamentaram a decisão de prosseguir com a reforma. Segundo ele, sua principal preocupação é garantir a segurança dos futuros alunos da escola.

“Queremos ter acesso aos laudos porque eles podem colocar nossas vidas em risco com essa abordagem atual. É isso o que vão fazer? Colocar em risco a vida de 500 crianças na escola com uma reforma inadequada? Sem realizar os reforços necessários na estrutura?” questionou.

O professor recordou ainda reuniões com pais, docentes e representantes municipais onde afirmaram que a estrutura da escola estava comprometida. “Depois de três anos em obras disseram que a escola estava condenada. Agora afirmam ser possível realizar a reforma. A cada dia é uma nova versão,” acrescentou.

Finalizando sua fala, Giovanni contestou as críticas feitas por Juber Madeira e afirmou que qualquer contradição sobre a execução da obra é responsabilidade da própria administração municipal. “Se houve mentiras até agora, quem mentiu foi o governo. A cada dia apresentam uma versão diferente. Tudo está documentado,” concluiu.

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

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Posicionamento da Prefeitura de Itabira

A Prefeitura de Itabira foi contatada para se manifestar sobre as alegações do professor Giovanni Magno Lopes. A reportagem questionou se houve confirmações por parte dos representantes das secretarias sobre a necessidade de reforço estrutural ou demolição da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim em reuniões com a comunidade escolar; quais foram os critérios técnicos usados para decidir pela continuidade da reforma; se laudos estruturais foram elaborados; se estes serão divulgados; e se todos os reforços necessários para garantir segurança estão incluídos na intervenção. Também foi indagado se existiram informações conflitantes sobre recursos financeiros disponíveis para concluir o projeto, visto que Giovanni afirmou não haver saldo suficiente enquanto Juber Madeira assegurou o contrário.

Em sua resposta, a Prefeitura não abordou diretamente as indagações feitas pela reportagem. Em nota enviada à imprensa, informou apenas sobre o início mobilização para dar início às obras na nova etapa da Escola Municipal Antônio Camilo Alvim, enfatizando que os trabalhos iniciarão com preparação do terreno e procedimentos técnicos necessários à construção.

O Executivo destacou ainda que o projeto inclui ampliação das salas existentes, novos espaços pedagógicos, laboratórios especializados e quadra poliesportiva, reafirmando seu compromisso com o ensino em tempo integral e melhoria contínua na infraestrutura educacional municipal. No comunicado divulgado à mídia não houve menção às atas apresentadas por Giovanni Magno nem aos laudos estruturais ou divergências relacionadas aos recursos destinados à obra.

Leia abaixo a nota completa:

“A Prefeitura de Itabira começou esta semana mobilizações para dar início às obras na nova Escola Municipal Antônio Camilo Alvim situada na comunidade do Barreiro, marcando mais um passo significativo no investimento para ampliação e modernização do sistema educacional municipal.”

“Nesta etapa inicial serão realizados serviços preparatórios do terreno juntamente com os procedimentos técnicos essenciais para dar início à construção. Essa intervenção representa um avanço importante na infraestrutura educacional em Itabira com o objetivo de proporcionar um ambiente mais seguro e adequado ao aprendizado.”

“O projeto prevê ampliação das salas atuais juntamente com novas instalações para aumentar ainda mais nossa capacidade atendida pela unidade escolar. Serão criados ambientes como sala especializada em recursos educacionais, laboratórios diversos e uma quadra poliesportiva conectada ao edifício através de uma alameda segura.”

“Com essa nova estrutura esperamos expandir as vagas oferecidas garantindo condições melhores para aprendizagem das crianças e adolescentes no Barreiro tornando-se um espaço acolhedor tanto para alunos quanto professores.”

“A secretária municipal de Educação Rejane Penna enfatizou que esta obra vai muito além do aumento físico sendo um pilar crucial nas políticas educacionais promovidas pela administração.”

“Estamos iniciando um projeto há muito esperado pela comunidade do Barreiro representando um grande avanço educativo em Itabira; planejamos oferecer conforto e segurança adequados ao ensino moderno visando atender às necessidades dos estudantes aumentando assim também nosso atendimento integral.”

“Acreditamos firmemente na educação integral como forma fundamental para garantir oportunidades significativas nas vidas das crianças assegurando compromisso contínuo com educação pública inclusiva,” finalizou Rejane Penna.

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