Nesta terça-feira (25), a Polícia Federal (PF) deu início à operação denominada “Leste do Espinhaço”, que abrange ações em João Monlevade e Santa Bárbara, situadas no Médio Piracicaba, além de localidades no Vale do Aço, como Ipatinga e Timóteo, e outras cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. O foco da investigação é desmantelar uma organização criminosa acusada de fraudar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um esquema que teria causado um rombo superior a R$ 86 milhões aos cofres públicos.
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A Justiça Federal autorizou um total de 91 ações judiciais, incluindo 25 mandados de prisão preventiva — dos quais 22 já foram executados — além de 33 mandados para busca e apreensão e outros 33 voltados a medidas patrimoniais. Durante a operação, foram realizadas duas prisões em flagrante por porte ilegal de arma.
A operação “Leste do Espinhaço” está sendo realizada pela PF em colaboração com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Cidades alvo: João Monlevade e Santa Bárbara
As cidades de João Monlevade e Santa Bárbara, localizadas na região do Médio Piracicaba, estão entre os municípios onde as ordens judiciais estão sendo cumpridas nesta terça-feira. Essas localidades fazem parte de um grupo maior de dez cidades mineiras envolvidas na ação.
Além dessas, Ipatinga e Timóteo, pertencentes ao Vale do Aço, também figuram entre os alvos da operação. As quatro cidades estão diretamente ligadas à atuação da Polícia Federal visando desarticular o grupo criminoso sob investigação.
Outras cidades que estão passando por medidas judiciais incluem Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manteninha em Minas Gerais, além de São Gabriel da Palha no Espírito Santo.
457 benefícios irregulares identificados
A investigação começou ao detectar benefícios previdenciários com sinais claros de irregularidades. De acordo com informações da Polícia Federal, foram inicialmente identificados 457 benefícios fraudulentos, dos quais 240 ainda estavam ativos quando o esquema foi descoberto.
Os dados indicam que a maior parte das fraudes estava relacionada a benefícios destinados ao apoio financeiro de idosos de baixa renda.
O grupo criminoso teria adotado uma abordagem que incluía a criação de identidades fictícias para acessar os pagamentos previdenciários. Para isso, conforme relatado pela PF, documentos como certidões de nascimento, carteiras de identidade e comprovantes de residência eram falsificados.
O impacto financeiro estimado para a União supera R$ 86 milhões.
Medidas cautelares e bloqueio patrimonial
Das 91 ações autorizadas pela Justiça Federal, 25 consistem em mandados preventivos de prisão. Além disso, há 33 mandados relacionados à busca e apreensão, enquanto os outros 33 são voltados para medidas que visam o bloqueio patrimonial — tais medidas têm como intuito assegurar o ressarcimento dos danos financeiros, o pagamento de multas ou a devolução dos valores adquiridos através das práticas ilegais investigadas se isso for determinado durante o processo judicial.
Os envolvidos poderão ser responsabilizados pela prática de estelionato qualificado e associação criminosa, além de outros delitos que possam ser descobertos ao longo das investigações.
Continuidade das investigações
A operação “Leste do Espinhaço” também visa compreender a totalidade do esquema criminoso, identificar todos os participantes envolvidos e avaliar a extensão dos prejuízos causados pelas fraudes.
As investigações são conduzidas pela Polícia Federal em cooperação com o setor de inteligência da Previdência Social.
O post PF mira fraude de R$ 86 milhões contra o INSS em João Monlevade, Santa Bárbara, Ipatinga e outras cidades de MG e ES apareceu primeiro em DeFato Online.