quarta-feira , 19 agosto 2026
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Ação da ANM em face da Vale pode resultar em mais de R$ 800 milhões para Itabira; descubra os detalhes

Caso a cobrança de R$ 17,7 bilhões feita pela Agência Nacional de Mineração (ANM) contra a Vale seja confirmada, Itabira poderá receber mais de R$ 800 milhões. Se os valores se mantiverem após os trâmites administrativos e judiciais, o município ocupará a posição de maior beneficiário entre as cidades mineradoras de Minas Gerais.

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Notificações publicadas pela ANM na quarta-feira (6) indicam discrepâncias no recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) entre novembro de 2017 e dezembro de 2022. Dentro do total cobrado da mineradora, R$ 5,4 bilhões referem-se a atividades realizadas em Minas Gerais, enquanto o restante diz respeito às operações no Pará. A ANM informou que essa cobrança é resultado de divergências na base de cálculo utilizada pela Vale para as exportações de minério de ferro.

O site O Fator elaborou uma estimativa dos valores que poderão ser destinados a cada cidade mineira com base nas notificações da ANM. Para isso, o levantamento considerou a regra atual referente à distribuição da CFEM, que destina 60% da arrecadação aos municípios produtores, projetando assim quanto cada localidade poderá receber caso a cobrança seja mantida.

+ ANM cobra R$ 17,7 bilhões da Vale por diferenças no recolhimento de royalties da mineração

Municípios mineiros

Conforme os cálculos apresentados pelo O Fator, as cidades de Minas Gerais têm direito a um total aproximado de R$ 3,2 bilhões. Nesse contexto, Itabira se destaca como a principal beneficiária, com previsão de receber R$ 822.627.649,02, o montante mais elevado entre todas as localidades do estado incluídas no levantamento.

Em seguida aparecem:

Valores individuais

  • Itabira: R$ 822.627.649,02;
  • Nova Lima: R$ 460.852.141,61;
  • Mariana: R$ 449.466.698,05;
  • São Gonçalo do Rio Abaixo: R$ 399.779.301,79;
  • Brumadinho: R$ 26.220.544,27;
  • Santa Bárbara: R$ 3.480.491,14;
  • Rio Piracicaba: R$ 2.429.054,92;
  • Barão de Cocais: R$ 781.645,91.

Além disso, existem valores relacionados a títulos minerários que são compartilhados entre municípios; porém, a divisão desses montantes ainda depende da conclusão dos processos:

Valores compartilhados

  • Itabirito e Nova Lima: R$ 722.060.708,29;
  • Catas Altas e Mariana: R $18443959234;
  • C ong onhas e Ouro Preto: R $11768132388;
  • B rumadinho e Sarzedo: R $31212631995;
  • São Gonçalo do Rio Abaixo e Barão de Cocais: R $15053351222.

A Vale contesta a cobrança

A Vale divulgou uma nota informando que realiza o recolhimento da CFEM regularmente e que cumpre todas as normas pertinentes além dos limites constitucionais vigentes. A mineradora também considera sem fundamento as cobranças apresentadas pela ANM.

De acordo com a empresa, os dados sobre o recolhimento dos royalties estão disponíveis em suas demonstrações financeiras consolidadas referentes ao ano de 2025 e no formulário de referência que foi divulgado no final de julho.

“A Vale acredita que as cobranças citadas não procedem e irá se manifestar oportunamente perante as autoridades competentes” , declarou Marcelo Feriozzi Bacci , vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Vale .

A publicação sobre a cobrança da ANM contra a Vale pode garantir mais de R$ 800 milhões para Itabira; saiba mais apareceu primeiro em DeFato Online.

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